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    Seguindo recomendação do Estado, Vinhedo vacinará moradores de áreas rurais contra a febre amarela

    Doses enviadas pela Secretaria do Estado da Saúde são em número bem menor que a procura; município não tem caso confirmado da doença nos últimos 30 anos






    A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Vinhedo, seguindo orientações da Secretaria de Estado da Saúde, traçou um planejamento para vacinar os moradores da zona rural contra a febre amarela. A imunização ocorrerá entre os dias 21, 22 e 23 deste mês (feriado prolongado) e, se necessário, será prorrogada por novo período. A orientação ocorre porque, desde terça-feira, 11, Vinhedo faz parte da chamada ‘área ampliada’, ou seja, não tem caso confirmado no município nem em cidades vizinhas de febre amarela em humanos ou primatas, mas já há registros em municípios próximos, como Campinas.

    Esse trabalho será feito de casa em casa. A imunização ocorrerá nos bairros Caixa D’Água, Monte Alegre, Santa Cândida e Moinho, definidos pelo Plano Diretor como áreas rurais. De acordo com o levantamento mais recente, há 2.278 moradores nessas localidades. A partir do trabalho feito neste primeiro final de semana, a Secretaria de Saúde avaliará a necessidade ou não de estender o prazo, dependendo da cobertura vacinal.

    Conforme solicitado, o planejamento de toda essa ação está sendo enviado hoje para a Regional Campinas da Secretaria de Estado da Saúde, que enviará as doses necessárias para a vacinação.

    Para este trabalho, a Secretaria de Saúde vai dispor de 20 funcionários, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, recepcionista e motorista. Esse pessoal já foi devidamente vacinado para a ação. Durante o trabalho, eles estarão identificados com crachá e jalecos específicos e com veículo oficial.

    De acordo com a orientação do Estado, o trabalho deve começar pelas áreas rurais por conta de serem locais onde a população é mais exposta ao vírus

    Atualmente 

    A recomendação atual passada pelo Estado a Vinhedo é para vacinar apenas moradores que vão para cidades onde há casos da doença. Como a febre amarela já está presente na região, a procura na UBS da Vila Planalto aumentou muito nas últimas semanas, sendo muito maior do que a quantidade de vacina que o Estado tem repassado.

    Vinhedo tem recebido pequenas quantidades da vacina. Nesta terça-feira, 11, por exemplo, a cidade recebeu 160 doses, que terminaram em duas horas, motivo pelo qual tem sido impossível fazer o agendamento. A Secretaria Municipal de Saúde tem feito contato permanente com o Estado solicitando mais doses, mas esse envio depende da Secretaria de Estado da Saúde. Neste ano, a cidade já vacinou aproximadamente 3800 moradores.

    Vacinação geral

    A Secretaria de Estado da Saúde recomendou também que todos os municípios paulistas vacinem todos os seus moradores contra a febre amarela. Porém, o critério adotado pelo próprio Estado é com relação à incidência de casos. Primeiro as cidades onde há casos confirmados da doença. Depois, em municípios vizinhos a cidades com casos confirmados, e posteriormente nas demais cidades, como Vinhedo.

    Vinhedo pretende vacinar os demais moradores depois que terminar a imunização na zona rural, com campanha em todas as Unidades Básicas de Saúde. Essa ação, no entanto, depende da disponibilidade da vacina por parte do Estado, que é quem faz a distribuição.

    Casos suspeitos

    Neste ano, Vinhedo teve dois casos notificados (suspeitos) de febre amarela, um em março e outro em abril, sendo um homem e uma mulher, ambos residentes em área urbana do município. Nas duas ocorrências foram enviados materiais para exame no Instituto Adolfo Lutz. A resposta do primeiro caso chegou ontem e deu negativo. A Secretaria de Saúde aguarda o resultado da outra pessoa. Ambos não chegaram a ser hospitalizados e passam bem.

     

    A doença

     

    A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Tem elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle.

     

    O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva, com vista a reduzir as complicações e o risco de óbito.