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    Em nova reunião, Prefeitura e Sindicato dos Servidores discutem cláusulas sociais

    A Administração Municipal reforçou os dados referentes ao impacto financeiro de um reajuste diferente do já foi proposto; no encontro de hoje, o Sindicato e Prefeitura discutiram uma lista com mais de 30 solicitações referentes às cláusulas econômicas e sociais.






    Durante a tarde desta segunda-feira, 8, o prefeito Jaime Cruz participou de uma nova rodada de diálogo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Vinhedo acerca do dissídio de 2017 da categoria. O encontro, em alto nível e sustentado no debate, ocorreu na Prefeitura e durou mais de quatro horas.

    O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais apresentou uma pauta com as chamadas cláusulas sociais, contendo mais de 30 itens. No encontro de hoje, esses itens foram discutidos um a um. A Administração Municipal informou que analisará cada um dos pedidos apresentados e encaminhará um ofício nesta terça-feira em resposta ao Sindicato.

    Além do prefeito Jaime Cruz, estiveram presentes os secretários municipais Edison Ruiz, de Governo; Gustavo Mattos, de Administração; José Luís Bernegossi, da Fazenda; Luiz Fernando Bonesso de Biasi, de Negócios Jurídicos; o superintendente da Sanebavi, Danilo Ferraz; o presidente da Câmara, vereador Nil Ramos; e o diretor geral da Câmara, Tito Alves. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Vinhedo foi representado pelo presidente, Donizete Ribeiro, e diversos diretores.

    “É um assunto de extrema responsabilidade. Os repasses com ICMS estão recuando e não temos perspectivas de aumento nos próximos meses e até anos. Eu tenho que governar para todos os vinhedenses, e temos prioridades. Sabemos da necessidade de valorizar o servidor sempre, mas também sabemos que se não tivermos cautela, a situação financeira da Prefeitura, que já não é boa, poderá se agravar ainda mais”, avaliou o prefeito Jaime Cruz.

    Durante o encontro, a Prefeitura reforçou os dados referentes aos impactos financeiros. A Administração Municipal manteve a proposta apresentada na semana passada, que prevê o repasse da inflação, que hoje é de aproximadamente 4,57% (esse índice ainda não é definitivo e poderá ser corrigido) para os servidores que recebem até R$ 1.582,65, como é o caso dos auxiliares de Educação Infantil, e para salários abaixo desse valor. O piso do funcionalismo é de R$ 1.368,48.

    Com esse reajuste, quem recebe R$ 1.582,65 terá aproximadamente R$ 72,30 de reajuste. Quem recebe acima desse valor, deverá receber os mesmos R$ 72,30, de forma que o índice de correção será escalonado conforme o salário. A proposta da Prefeitura prevê ainda zero de reajuste para os cargos de confiança, incluindo os secretários municipais, e também para as funções gratificadas.

    O repasse da inflação ou aumento ainda maior a todos os servidores colocariam em risco o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, em especial com relação ao limite de despesa com folha de pagamento, que não pode a 54% da arrecadação da Prefeitura. O Sindicato propõe 11,3% de aumento no salário de todos os servidores.