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    Promovido pela Prefeitura e pelo Conselho, IV Fórum Municipal dos Direitos da Mulher reuniu grande público

    A Prefeitura de Vinhedo, por meio da Secretaria de Assistência Social, em conjunto com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, promoveu nesta quarta, 13, o IV Fórum Municipal dos Direitos da Mulher, com grande público no anfiteatro do Ceprovi. O evento contou com apresentações do Grupo de coral “Mulheres Veste Branco” e Grupo de dança “AME Centro de Artes”. O destaque da noite, no entanto, foi a palestra com Rosa Gonçalves, que trouxe aos presentes uma verdadeira lição de vida.

    “Março é o Mês da Mulher e no último dia 8 comemoramos o Dia Internacional da Mulher. O período é propício para refletirmos para refletirmos não somente dos avanços já conquistados pelas mulheres, mas principalmente do que ainda pode e deve ser feito nessa busca por igualdade”, destacou o prefeito Jaime Cruz.

    O evento contou a presença da vice-prefeita e secretária de Assistência Social, Claudinéia Vendemiatti Serafim e dos vereadores Geraldo Cangussú, Sandro Rebecca e Flávia Bittar.

    Durante o evento, a vice-prefeita, Claudinéia Vendemiatti Serafim, ressaltou que o trabalho realizado em Vinhedo é referência em políticas de assistência social e a importância do Conselho Municipal da Mulher, órgão que tem por objetivo propor políticas públicas para mulheres. Reforçou também que o evento teve como objetivo discutir os direitos fundamentais da mulher, tais como a vida, igualdade, liberdade, trabalho e proteção.

    Na ocasião, o tema da palestra foi “A participação da Mulher na sociedade como um instrumento de transformação social”, apresentado por Rosa Gonçalves, nascida na cidade de Vinhedo em 1957, que aos 6 anos de idade já sabia cozinhar e foi trabalhar na casa da madrinha. Sua infância, nos anos 1960, foi sofrida, porém, com muito esforço e responsabilidade. Trabalhou em casa de família, trabalhou na roça colhendo morangos, nunca parou de trabalhar.

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    Mas a menina tinha sonhos. Queria falar inglês e fez curso por correspondência. Um dia, ainda na adolescência, foi convidada para trabalhar na casa de uma família que iria se mudar para Londres. Acreditou que o sonho estava próximo à realidade. Com 16 anos, lá estava na Inglaterra, praticamente sem entender a nova língua, com pouco entendimento do mundo. O rádio foi o maior professor.

    Um tempo depois, a família voltou para o Brasil. Rosa ficou na Europa, estudou, fez cursos, foi mãe. Envolveu-se nas discussões da escola da filha e nas discussões da comunidade onde morava. Virou líder comunitária.

    Hoje, é tomada de orgulho e emoção ao recordar sua própria trajetória. Ela sabia que o mundo lhe proporcionaria mais do que teve na infância e graças ao trabalho que faz, recebeu prêmios, apareceu em programas de TV e deu entrevistas para veículos de respeito da Inglaterra, como o jornal The Guardian e a rede BBC.